segunda-feira, 14 de abril de 2014

Hoje estive na comunidade do Sapé







Hoje estive na comunidade da Favela do Sapé e conversei com uma importante liderança comunitária que tem como seu histórico uma série de ações e projetos em beneficio do seu povo e da comunidade local.
Irei retornar para continuar a entrevista e o bate papo, pois em dez minutos de conversa já fiquei sabendo das reclamações e reinvindicações locais, como a pracinha que deixou de ser praça para se tornar uma garagem de consertos e reparos de carros velhos onde deveria estar servindo como área de lazer e de recreação desta população tão carente e esquecida pelos nossos governantes, que em ano de eleição só estão pensando em angariar votos e se reelegerem a custas dos pobres e daqueles a quem chamam de eleitores e cidadãos.
Estou preparando um projeto político apartidário para tornar este veiculo de comunicação uma importante voz local que possa atender aos interesses reais desta comunidade.
Obrigado a quem me recebeu e saiba que voltarei para registrar e continuar o nosso papo e preparando a visita de alguns alunos da FAU-USP que ao conhecerem o meu blog pediram uma ajuda deste pobre e velho professor que sempre trabalho e lutou para melhorias da EMEF Brasil-Japão e toda a população local.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Brasil é um país tal qual uma ilha de riqueza mas cercado por favelas de todos os lados.

BRASIL: UMA ILHA DE RIQUEZA, CERCADA DE FAVELAS POR TODOS OS LADOS

 

Em 1974, Edmar Bacha cunhou o termo Belíndia para ilustrar o que seria a distribuição de renda no Brasil: um disparate entre as condições luxuosas da Bélgica e a miséria da Índia. Bacha foi presidente do BNDES e um dos principais mentores do Plano Real, que tendo uma resposta positiva na economia brasileira garantiu a eleição de Fernando Henrique Cardoso à presidência, em 1994. Neste livro, Bacha reúne as fábulas que criou para o país fictício chamado Belíndia, e que marcaram uma época de inflação nas alturas, e retraça a trajetória da economia brasileira desde a década de 1970 até os dias atuais.
Segundo a teoria marxista, a história se repete primeira como farsa e depois como uma tragédia.
A farsa do sistema capitalista nos faz crer na possibilidade de ascensão social e liberdade econômica, mas a realidade brasileira desmente e a escancara, pois apesar do crescimento econômico e da atual política social do governo Lula e Dilma, que não deixo de afirmar ter sido um avanço em relação à era de FHC e da política macro-ecômica dos Tucanos.
Houve realmente um crescimento considerável das classes C e D na era Lula-Dilma, mas o cenário atual da cidade de São constata apenas que as favelas não deixaram de existir apesar de sua verticalização e hoje portarem antenas parabólicas em seus barracos, hoje já ostentando miniparabólicas e se transformando em sobrados-barracos, agora sim de concreto.
As ruas destas mesmas “enriquecidas favelas” continuam com seus esgotos a céu aberto, e a população ainda carente de uma saúde publica de qualidade, educação e sem qualquer segurança, pois a polícia só vai a favela prender “bandidos” e tratam a todos os moradores como se assim fosse, e nós sabemos que a maioria desta população esquecida pelo Estado é composta de gente honesta e trabalhadora.
A tragédia que poderá começar este ano de 2014, um ano de eleições e que por assim ser ainda temos esperança, mas se nossos governantes continuarem a se preocuparem mais com a Copa do Mundo e seus dividendos políticos, esta Tragédia nacional se confirmará mais uma vez e continuaremos a ler um livro de 1974 como se fosse escritor ainda ontem.
E reafirmo: Somos sim a Belíndia e também uma ilha de riqueza com as favelas avançando por todos os lados e sabemos muito bem ser esta uma conseqüência de uma política econômica que se foca apenas em crescimento do PIB sem priorizar a melhoria de nossos índices no IDH (Índice de Desenvolvimento Econômico).

Mohamed Daqui Mesmo














sábado, 25 de janeiro de 2014

Filme na USP: Praça do Relógio- hoje as 19:00- Lira Paulistana e a vanguarda paulista

RIBAMAR DE CASTRO, este é o cara e o homenageado de hoje junto com o aniversário de 460 de São Paulo.
Nasci na Vila Carrão na Zona Leste de São Paulo, mas me criei na Cidade Patriarca, um bairro dormitório da grande São Paulo.
O Partido dos Trabalhadores durante o final da ditadura militar antes de se oficializar pela lei como partido político na legalidade atuava na periferia como centros culturais, que através da cultura: cinema. Musica, teatro e tudo o que se referia à expressão artística de nosso povo era para nós apresentados e este visionário e artista gráfico, Ribamar de Castro, já estava diretamente envolvido com o inesquecível e inovador: Centro Cultural Vento Leste, na Vila Nhocuné.
Minha irmã mais velha, Lucília na época era noiva de Miguel Perrela e eu o caçula ia com ela para segurar a vela. rs e muitas vezes no Vento Leste.
E hoje no aniversário de 460 anos de São Paulo, irei à estréia do filme documentário dirigido por Ribamar de Castro na Tenda Cultural Ortega Y Gasset na USP e terei a oportunidade de fotografar e se possível entrevistar nossa grande artista e homenageado de hoje junto com a nossa cidade.
“Ribamar foi um dois sócios fundadores do Lira Paulistana, lendário point cultural dos anos 80 em São Paulo e que será lembrado e celebrado neste grande trabalho de mais um gênio da cultura paulistana e, portanto um artista universal: ‘ Ribamar Centro Cultural Vento Leste de Castro”:



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A COMUNIDADE DO DO SAPÉ TERÁ A ARTE DO GRAFITE NESTE SÁBADO NO BJ!



 
A ARTE DO GRAFITE
 
Na história da humanidade, temos notícias de grafites que foram realizados na Roma antiga, quase há mil anos antes de Cristo.
Nos banheiros públicos da cidade de Pompéia foram encontrados grafites que seria no seu conceito, imagens, em muros, paredes e principalmente espaços públicos.
Nos EUA nos anos 70 surgiu um movimento de rua, principalmente em bairros de negros, Harlem ou Bronx e nos guetos de Nova Iorque como um movimento chamado de Hip Hop, que englobava a dança de rua o Break, o ritmo musical o Rap que significa a aglutinação das palavras: Rithm (ritmo) e Poesy (poesia).
No Brasil o grafite embora influenciado inicialmente pela estética norte americana do grafite, adquirimos como diziam os poetas e escritores modernistas, por nos originarmos de índio com hábitos de antropofagia, como verdadeiros Macunaímas, transmutamos e criamos uma própria identidade e estética a partir da fagocitação e literalmente após comermos o caraíba e toda a sua cultura, criamos uma nossa própria e o brasileiro daqui em outrora terras Tupiniquins, hoje é considerado um dos melhores do mundo.
A arte burguesa e elitista que segrega socialmente a cultura e a informação em seus museus e palácios cai por terra, ou melhor, por muros naquilo a que arte do Grafite vem nos ensinar.
No México em plena revolução Mexicana de 1910, surgem artistas como Diego Rivera que propõe uma arte revolucionária e fora dos museus ou galerias, os muralistas. O contexto histórico era outro e o estilo e linguagem também, mas o princípio fundamental de popularizar a arte ao povo que nunca teria oportunidade e principalmente dinheiro para visitar os museus e galerias de uma elite e aristocracia mexicana que esta sendo questionada e principalmente destituída do poder através de uma revolução tal qual se deu no México de 1910.
Hoje em pleno século XXI e no ano de 2013 a proposta pensada inicialmente nos banheiros de Pompéia, retomada e conceitualizada e sendo inclusive um forte instrumento para a efetivação da Revolução Mexicana, nas ruas de São Paulo, nas quebradas e favelas das periferias e neste sábado agora a partir das nove horas da manhã, iremos realizar na EMEF Brasil-Japão, situada na rua Dr. De Paulo Carvalho, 94- Jardim Sarah- Rio Pequeno- telefone 3768-2097, iremos resgatar um pouco de tudo isso e iremos antecipar a comemoração da semana da consciência negra com um grande vento de grafitagem nos muros da escola com a participação de doze grandes artistas de Rua de São Paulo, dos alunos, professores e aberta a toda a comunidade.
A arte retornando a ser um forte instrumento de Educação e politização de uma coletividade e tendo os muros da escola como espelho desta grande mobilização e valorização da escola pública, do ensinar através de projetos pedagógicos e oficinas de arte e música.
Neste ano de 2013, iremos realizar o quinto evento do Projeto Grafite no BJ, e convidamos a todos da comunidade de grafiteiros que são a nata dos artistas que tem nas ruas suas galerias.
Os doze artistas selecionados que irão receber seus kits, contendo quatro latinhas de sprays de cores diferentes e todo o material necessário e principalmente, liberdade de expressão e atuação desta grande e nobre arte que ó Grafite.
Os feras selecionados são:
 
 
 
LISTA DE GRAFITEIROS A PARTICIPAREM DO EVENTO BJ 2013
11- https://www.facebook.com/bruno.mitsuferreira ..... BRUNO MITSUO FERREIRA
12-https://www.facebook.com/eduardo.pereiradasilva.1238?ref=ts&fref=ts    ..... EDUARDO PEREIRA DA SILVA- EDTWO ART URBANA
 
Parabéns pelo trabalho. Espero você no evento do BJ
Professores coordenadores do projeto:
Profº Marcos Aurélio- professor POIE da EMEF Brasil-Japão
 E o profº de educação artística Marcos Maurício Autran.
 
Todos que queiram presenciar e quem sabe até participarem, podem me contatar pelo e-mail: aureliorochadasilva@yahoo.com.br ou pelo próprio Facebook:
 
 
 

sábado, 19 de outubro de 2013

A luta da Associação dos moradores da comunidade do Sapé continua!







ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DA COMUNIDADE SAPÉ.
 
A força do povo está na organização em entidades representativas e locais e os moradores da comunidade do Sapé estão organizados e cobra seus direitos através da sua organização e luta.
A comunidade do Sapé está sofrendo um restruturação e urbanização da favela, pois cabe aos órgãos públicos assistir e atender aqueles que o elegeram e agora o está cobrando e pressionando a cumprir suas promessas políticas e agora ainda não cumpridas.
O digníssimo prefeito Haddad pertence a um partido com compromisso e história de luta pela dignidade e garantia dos direitos as comunidades mais pobres e carentes e sei que através do diálogo e também da pressão social, aqueles a quem foi prometida uma digna e merecida morada, serão atendidos por nosso Partido dos trabalhadores, a quem ajudamos a eleger e agora também devemos e temos direito de cobrar.
Por favor, senhor prefeito, ouça o clamor e as necessidades deste povo carente que acreditou e ainda acredita em vossa boa fé e compromisso com a luta e a organização dos trabalhadores desta cidade.
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sapé uma favela antes mais do que pobre e hoje em plena reurbanização!


Sou do tempo em que nossa querida ex-prefeita Luiza Erundina, assistente social antes de chegar ao poder e a qual ajudei a se reeleger e que sua política habitacional não era remover as favelas sem sequer pensar aonde alocar dignamente seus moradores. Estudei na Universidade de São e junto com meu ex- cunhado um dos fundadores do PT na Zona Leste a levar para a ocupação de Guaianazes um rádio na época pirata com o objetivo de denunciar agressões por parte da polícia do E prefeito Jânio Quadros e o que nossa expectativa se confirmou. A morte de Adão por um assassino a serviço da direita e a política repressiva de Jânio.

Faço campanha para o PT desde 1982 quando nas ruas da Zona Leste, mas precisamente a Cidade Patriarca, a palavra de ordem era: Trabalhador vota em trabalhador queremos Lula para governador. Na época infelizmente perdemos a eleição, mas não o ânimo e nossas ideias socialistas e finalmente com Luiza Erundina, ganhamos talvez a eleição que foi vital para o fortalecimento e com a prefeitura de São Paulo, o PT finalmente pode pensar em termos nacionais e ter caixa e arrecadação e principalmente visibilidade para se tornar o que é hoje.

Lembro que Paulo Maluf estava com mais de 80% de intenção dos votos segundo o Data Folha, mas tive a total sensação pela receptividade a qual o povo vinha buscar nossos Santinhos, a palavra de ordem era outra e caprichei em meu sotaque nordestino ou se já não é Luiza Erundina, mas sim Érundina e ao falar nordestino vota em nordestino pressenti que iriamos ganhar a eleição o que não deu outra.

Hoje ao ver o grande projeto de urbanização da favela do Sapé e o projeto para a educação de São Paulo, voltei novamente a sonhar e acreditar ser possível um governo com o apoio do povo e com a prioridade a periferia e a solução de sua carência social.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Greve dos professores e de todos os profissionais da educação em São Paulo.




 
 
 
A toda comunidade das escolas Profº Lourival Gomes Machado e da EMEF Brasil-Japão.
 
Infelizmente nós professores da rede estadual e municipal de São Paulo, estamos em greve.
Na rede estadual a greve foi votada e decidida em Assembléia no último dia 19 e amanhã, nesta sexta feira teremos uma nova Assembléia às 14h00min na Avenida Paulista em frente ao vão do MASP para decidir o rumo do movimento. Eu particularmente sou a favor da continuidade da greve na rede estadual por estar no limite da paciência e resistência e se tudo der certo irei pedir um afastamento não remunerado por dois anos devido à total falta de perspectiva para minha carreira como professor de História na rede estadual.
Leciono a matéria de História na rede estadual desde o meu segundo ano de faculdade na USP e naqueles tempos de ACT só podia sobreviver com o salário porque morava na moradia estudantil da universidade e tinha bolsa de alimentação, mas faltava às vezes até o dinheiro da condução. Tempos heróicos aqueles.
Hoje passado mais de 30 anos, eu como profissional da educação e professor de História na rede estadual e de informática na PMSP, não posso mais me sujeitar a um salário de fome no Estado e se não fosse a PMSP não poderia sequer estar pagando sequer minhas contas.
Essas são minhas razões pessoais por estar aderindo e lutando pela continuidade da greve, mas o que é mais importante é a nossa luta como um todo e a crença e a esperança que melhores dias virão para a educação pública em São Paulo, mas a fé sozinha não é transformadora se também não aliar-se a ação e ao fortalecimento da luta coletiva, através da participação e apoio as nossas únicas entidades que ainda nos representam e lutam pela melhoria das nossas condições de trabalho e ampliação de salários e direitos, ou seja, a APEOESP pela rede estadual e o SINPEEM na esfera municipal.
Peço a compreensão de todos por esse momento difícil que é a greve, mas que tenham a certeza que se tivermos também o apoio e a colaboração de toda a comunidade, nosso movimento por uma escola pública de excelência e qualidade, será vitorioso.
Todos juntos nesta luta por uma educação pública de qualidade e valorização de todos os profissionais da educação!
E a luta continua!